Impacto da Pandemia COVID-19 na Indústria Gráfica Baiana

Convidado Especial: Josair Santos Bastos, Presidente da ABIGRAF-BA e do SIGEB.

1. Quais são os reflexos da pandemia na Indústria Gráfica de seu estado? Qual o percentual de queda na produção / faturamento?


Bastos: Reflexos devastadores. Percentual de queda na produção e faturamento na ordem de 80%.

2. Quais os segmentos mais prejudicados pela atividade econômica em seu estado?


Bastos: Todos os segmentos foram prejudicados, as exceções são os setores de embalagens e bulas de medicamentos. 

3. Como a ABIGRAF local tem auxiliado os empresários durante a pandemia?


Bastos: A ABIGRAF Bahia tem orientado os associados que a procuram com informações sobre as decisões judiciais pertinentes à pandemia do Coronavírus e também retransmitindo as orientações que recebemos da ABIGRAF Nacional e FIEB.

4. Quais são os principais desafios da indústria gráfica local nesse momento?


Bastos: Os desafios são muitos, face as gráficas estarem com suas atividades paralisadas. Todavia, temos que nos acostumar a atender nossos clientes de forma virtual, o que é complicado para muitos empresários. 

5. Quais são as perspectivas de retomada dos negócios em seu estado? É possível prever quando o faturamento das empresas locais voltará aos mesmos patamares pré-pandemia?


Bastos: Muito difícil prever a retomada da economia, até este momento todos os seguimentos estão paralisados (exceto embalagens e farmacêutico). É igualmente difícil prever quando as empresas vão retomar o faturamento de antes da pandemia. Vivemos um atípico momento na história e tenho observado que nem os experts em economia do nosso país não estão tecendo comentários a respeito do que vai ocorrer quando a pandemia passar. 

6. Qual é a avaliação que o senhor faz da atuação do Governo no auxílio às empresas durante uma pandemia? Quais são os prós e contras do Governo desde março?


Bastos: Em que pese os créditos subsidiados disponibilizados pelo Governo Federal, esse dinheiro tem chegado com muita dificuldade, os bancos exercem exigências absurdas a exemplo de “garantia real”. Por outro lado, por motivos óbvios a grande maioria das empresas está com restrições cadastrais, nesse caso os bancos não emprestam o dinheiro. Com relação aos tributos, os Governos, insensíveis, não abrem mão da arrecadação de impostos, o que num momento como esse considero um absurdo, pois empresas paralisadas não têm condições de honrar esses compromissos.

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