Impacto da Pandemia COVID-19 na Indústria Gráfica Carioca

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Entrevista com o Sr. José Carlos Fassarela Meneghetti, presidente da ABIGRAF RJ.

1. Quais são os reflexos da pandemia na indústria gráfica de seu estado? Qual o percentual de queda na produção / faturamento?


Meneghetti: O reflexo da pandemia na indústria gráfica do Rio de Janeiro foi a redução do número de empregados, o fechamento das atividades de algumas micro e pequenas empresas, dificuldade de acesso ao crédito, baixa demanda do produto gráfico e redução da perspectiva de uso. Produção e faturamento caíram, em média, 50%. 

2. Quais os segmentos mais prejudicados pela atividade econômica em seu estado?


Meneghetti: Os segmentos mais prejudicados em algumas das atividades econômicas no Rio de Janeiro foram construção civil, alimentação para lar, moda e varejo tradicional. Os serviços educacionais, de logística, de transporte e de tecnologia também estão com o alerta ligado e preocupado por movimentar, juntos, uma massa salarial de grande significância. Na indústria gráfica, em razão da situação geral da economia, todos os segmentos estão em dificuldades, com exceção de sinalização e embalagens.

3. Como a ABIGRAF local tem auxiliado os empresários durante a pandemia?


Meneghetti: A ABIGRAF-RJ através da assessoria jurídica disponível para associados do SIGRAF prestou inúmeros esclarecimentos na área trabalhista, meio ambiente, tributária, legislativa, energia, internacionalização, financiamento e crédito, dentre outras soluções nas demandas da indústria gráfica e na promoção do associativismo, com apoio irrestrito da FIRJAN.

4. Quais são os principais desafios da indústria gráfica local nesse momento?


Meneghetti: Os principais desafios enfrentados pelos empresários cariocas são os altos custos de implantação de novos componentes, qualificação profissional, ausência de infraestrutura e incentivos e inexperiência no processo de transição para outras áreas. No processo atual, precisamos nos reinventar tanto com mudanças de produção quanto comportamentais.

5. Quais são as perspectivas de retomada dos negócios em seu estado? É possível prever quando o faturamento das empresas locais voltará aos mesmos patamares pré-pandemia?


Meneghetti: As perspectivas de retomada dos negócios no Rio de Janeiro ainda são de grande incerteza e lentidão. Além das novas regras, que permitem distanciamento, horários de funcionamento mais curtos, máscaras e higienização constantes, existe uma falta de recurso para refazer o estoque e pagar descontos. A situação ainda é acentuada pela dificuldade de crédito.

6. Qual é a avaliação que o senhor faz da atuação do governo no auxílio às empresas durante uma pandemia? Quais são os prós e contras do governo desde março?


Meneghetti: Foi possível observar desde o início do estado de pandemia um governo desorientado, burocrático e muito engessado.

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