Impacto da Pandemia COVID-19 na Indústria Gráfica Goiana

Abigraf Go Prancheta 1 Cópia 6

Entrevistado especial: Pedro Júnior, diretor da ABIGRAF – GO. 

1) Quais são os reflexos da pandemia na Indústria Gráfica de seu estado? Qual o percentual de queda na produção / faturamento?


Pedro Júnior: No primeiro momento, queda bruta de faturamento e, em alguns casos, fechamento de empresas. Hoje, acredito que fora as gráficas voltadas para embalagens, a queda de faturamento está em torno de 50/60%.

2) Quais os segmentos mais prejudicados pela atividade econômica em seu estado?
Pedro Júnior:
Principalmente as empresas voltadas para os segmentos Promocional e Editorial, que são maioria em Goiás.

3) Como a ABIGRAF local tem auxiliado os empresários durante uma pandemia?
Pedro Júnior:
Fizemos intermediação com o SEBRAE local para consultoria na área de obtenção de crédito, parceria com o banco de fomento local buscando linhas de crédito mais atrativas, bem como a promoção de encontros virtuais com membros da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil para acessar a linha de crédito do PRONAMPE.

4) Quais são os principais desafios da indústria gráfica local nesse momento?
Pedro Júnior:
A adaptação aos novos tempos, que ainda não sabemos como será.

5) Quais são as perspectivas de retomada dos negócios em seu estado? É possível prever quando o faturamento das empresas locais voltará aos mesmos patamares pré-pandemia?
Pedro Júnior:
Retomamos com alguma normalidade a abertura das empresas há menos de um mês. Ainda é cedo para algum prognóstico, mas uma coisa é certa: não voltaremos ao faturamento anterior tão cedo. O que pode dar algum alento ainda este ano é a eleição que, mesmo de maneira reduzida, injetará algum recurso no setor gráfico.

6) Qual é a avaliação que o senhor faz da atuação do Governo no auxílio às empresas durante a pandemia? Quais são os prós e contras do Governo, desde março?
Pedro Júnior:
Em Goiás o Governo Estadual foi um verdadeiro desastre! Fechou o comércio na hora errada (em março) e abriu na hora errada (agora, no auge da pandemia). O único que realmente está pagando a conta de alguma forma, tentando preservar empregos e a saúde, é o Governo Federal, que, por decisão do STF, pouco pode intervir na condução da pandemia no país.

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