Investimento para sair da crise resultou em troféus no 16 º Prêmio Paranaense de Excelência Gráfica Oscar Schrappe Sobrinho

Gráfica Malires, maior vencedora, e outras gráficas premiadas têm atuação agressiva no mercado, com novos equipamentos e nova forma de gestão

Malires Exposição

Os últimos três anos de crise na indústria gráfica brasileira têm feito as empresas buscarem, cada vez mais, alternativas para se manterem firmes no mercado. Investimentos em equipamentos, melhoria em marketing, em processo de venda e na qualidade e inovação dos produtos são algumas das ações tomadas para vencer as dificuldades. Foi este cenário que o 16 º Prêmio Paranaense de Excelência Gráfica Oscar Schrappe Sobrinho apresentou este ano. A premiação aconteceu no último 22 de junho, no Santa Mônica Clube de Campo, em Colombo, região de Curitiba.

Em relação ao ano passado, o prêmio cresceu. Foram 40 empresas (contra 36 em 2017) que inscreveram 492 produtos (431 em 2017) em 61 categorias (52 no ano passado). “E deu para ver que a qualidade também melhorou, com produtos com muito valor agregado em criatividade. É uma mostra muito bem clara de que o empresário gráfico está se reinventando para achar o seu lugar no mercado”, disse Abilio de Oliveira Santana, presidente do Sigep (Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado do Paraná), que organiza o prêmio junto com a Abigraf-PR (Associação Brasileira da Indústria Gráfica – Abigraf Regional Paraná) e com a auditoria e coordenação da ABTG (Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica).

A reinvenção sugerida por Santana ficou claro na forma de atuar da campeã da noite, a Gráfica Malires, de Curitiba, que levou 12 troféus. O primeiro lugar tornou-se relevante porque rompeu uma sequência de sete anos consecutivos em que a Corgraf, de Colombo, sempre voltava para casa com a maior quantidade de prêmios. Desta vez, ficou em segundo, com 10. O diretor da Malires, Wagner Linares, atribui o primeiro lugar à maneira agressiva com que a empresa tem atuado no mercado nos últimos anos. “Mudamos a forma de gestão, investimos em equipamentos para melhorar a qualidade do que produzimos, criamos um departamento de marketing, avançamos na prospecção de clientes e melhoramos os treinamentos aos colaboradores. Tudo isso tem se revertido em produtos de melhor qualidade. O foco é ganhar mercado e atender cada vez melhor os nossos clientes, mas, consequentemente, esta postura acaba gerando os prêmios”.

O diretor da Gráfica Belton, Luciano Szurmiak, vai pelo mesmo caminho. Segundo ele, os oito troféus, recorde que a empresa recebeu numa mesma edição, são frutos dos investimentos que a empresa tem feito na área digital. “Antes terceirizávamos esta parte e agora estamos fazendo tudo internamente. Assim, melhoramos a empresa nesta área, conquistamos clientes diferentes e o reflexo é que dos oito troféus, três foram relativos a produtos na área digital”.

Para o diretor da Corgraf, André Linares, a perda do primeiro lugar nessa edição do Prêmio Oscar Schrappe Sobrinho é mais mérito da Malires do que falha da Corgraf, mas deixou um alerta. “Reconhecemos que a Malires e outras gráficas vêm melhorando bastante a qualidade do que produzem. Não termos ganho em primeiro, como sempre vinha acontecendo, não nos preocupa, pois mantivemos nossa política de inovação e de procurar sempre o diferencial na hora de produzirmos os materiais. Porém, é sempre bom ficarmos alertas para segmentos ou nichos específicos nos quais não fomos premiados para vermos no que podemos melhorar. Essa disputa no prêmio é sadia e ajuda a valorizar a premiação e, claro, o trabalho das gráficas paranaenses”, disse Linhares, fazendo questão de lembrar que na contagem geral dos 16 anos da premiação a Corgraf é líder absoluta com cerca de 150 troféus.

O presidente da Abigraf-PR, Jair Leite, ponderou que a competitividade cada vez mais acirrada no prêmio mostra que as empresas estão no caminho certo. “É interessante que haja esta competição, embora o prêmio seja muito mais importante do que definir quem ganha mais troféus. O objetivo é estimular a inovação e a criatividade do material gráfico produzido no Paraná. Mas, claro, quando vemos a alternância em relação a quem teve mais conquistas, isso dá a medida de que as empresas estão se mexendo, produzindo com mais qualidade e buscando diferenciais. A premiação fica valorizada, mas quem ganha mesmo são as empresas e seus clientes”.

Ganhadores

Além da Malires, Corgraf e Belton, foram premiadas as gráficas Lisegraff (6), Ótima (6), Midiograf (5), Ogg Digital (3), Posigraf (1), Catuaí Rótulos (1), Tecnicópias (1), Maxi Gráfica (1), Camberflex (1), Danielle Artes (1), Fatimense (1), Hellograf (1), Tuicial (1) e Graciosa (1). Foram premiados ainda os fornecedores Quimagraf (4), Delta E (4), Copigraf (1), Inventário (1), Rio Branco (1), Hubergroup (1), Zênite (1), Agfa (1) e Heidelberg (1).


Legendas:

Malires.jpg – A Gráfica Malires foi a campeã da noite, com 12 conquistas.

Exposição.jpg – Exposição dos produtos concorrentes: melhora na qualidade.

Crédito: Amarildo Henning

Fonte: Rtpress

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