Em abril, a Abigraf Nacional concluiu a incorporação da Andigraf. Dessa maneira, a Abigraf restabelece sua presença em todos os estados das regiões Norte e Nordeste, que passam a operar dentro do âmbito da associação – que, assim, torna-se a maior e única entidade representativa dos setores de impressão e comunicação impressa do país.
Para Julião Gaúna, presidente da Abigraf Nacional reeleito para o mandato do triênio 2026/2029, trata-se de uma conquista histórica que celebra a união do setor. “Estreitar laços e fortificar a relação da Abigraf Nacional com todas as regionais foi uma de nossas bandeiras desde o início. Por isso, fico muito feliz com o sucesso do acordo com a Andigraf e a reintegração das regionais do Norte e Nordeste no âmbito de nossa entidade”, salienta Julião. “Hoje, a Abigraf tem atuação em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. A grande maioria já tem regional estabelecida, e alguns estados operam através de diretores regionais; nesses, em breve, reabriremos as regionais também.”
Julião reforça o prosseguimento do trabalho, cujo objetivo final é ter uma Abigraf Regional em atividade em todos os estados da federação. “Seguiremos nesse propósito, de que cada estado brasileiro tenha uma Abigraf Regional operando”, diz.
Para Roberto Moreira, vice-presidente da Abigraf Regional Nordeste, a aproximação entre a Abigraf e as entidades regionais é essencial para atender às necessidades específicas de cada mercado. “O Brasil é um país muito grande e diversificado. As regiões Sudeste e Sul têm perfis e demandas diferentes em vários aspectos, como formação de mão de obra, que é algo crítico no Norte e Nordeste, que também são mercados mais sensíveis a custos. O presidente Julião entendeu a necessidade de diálogo e de ações específicas para cada região, para cada estado, com administrações mais regionalizadas. Foram dois anos de negociações, incluindo uma reforma estatutária. É um novo momento, com várias regionais retornando ao âmbito da Abigraf Nacional”, explica.
Uma das mudanças é a valorização dos vice-presidências, que, a partir da próxima gestão, serão eleitos pelas regionais e passarão a desempenhar um papel aglutinador importante, captando as demandas locais, gerenciando essas necessidades e levando propostas para a Abigraf Nacional. “Haverá também mais independência em termos de recursos financeiros, com aplicação local daquilo que é arrecadado regionalmente, sempre observando as necessidades de cada região”, diz Roberto.
Segundo ele, a expectativa é grande. “Estamos diante de uma Abigraf Nacional mais moderna e acreditamos muito no trabalho do Julião, que foi o responsável por toda essa mudança. Neste novo triênio, todo o planejamento será posto em prática. Acreditamos em um novo tempo para a Abigraf Nacional, com todos muito motivados.”
Já para Sergio Tavares, vice-presidente da Abigraf Regional Norte, o setor industrial gráfico nacional vive um momento de maturidade, diálogo e reconstrução institucional.
“Os desafios do mercado, da inovação e da competitividade evidenciaram que a união é o caminho mais forte para o desenvolvimento do segmento. Essa nova fase de reintegração com a Abigraf Nacional também reconhece a importância do setor de comunicação visual impressa, que cresce de forma exponencial e se integra à indústria gráfica na transformação tecnológica, criativa e produtiva do mercado gráfico brasileiro”, enfatizou. “Mais do que uma reaproximação institucional, este momento simboliza cooperação, fortalecimento da representatividade nacional e a construção conjunta de um futuro mais moderno, sustentável, inovador, social e competitivo para toda a cadeia da indústria gráfica e da comunicação visual impressa no Brasil.”
Sobre as expectativas, Sergio também se mostra otimista. “A expectativa para esta nova fase de reintegração do setor industrial gráfico nacional é extremamente positiva, especialmente por ampliar o olhar para um desenvolvimento mais equilibrado entre as regiões do país. Com uma atuação de abrangência nacional, esse novo momento fortalece a união institucional e cria oportunidades para que estados menos desenvolvidos e de difícil acesso, como os da Região Norte, passem a receber maior apoio técnico, representativo e estratégico”, diz.
Ele pontua, ainda, dificuldades dos empresários gráficos da Região Norte que merecem um olhar mais atento. “A realidade da região ainda é marcada por desafios logísticos, dificuldades de acesso, escassez de mão de obra especializada e limitações estruturais que impactam diretamente a competitividade das empresas locais. Nesse contexto, a integração entre os setores gráfico e de comunicação visual impressa surge como um importante instrumento de fortalecimento econômico, geração de oportunidades, capacitação profissional e estímulo à inovação. Mais do que uma reaproximação institucional, essa nova fase representa um compromisso coletivo com a inclusão regional, o desenvolvimento sustentável e a valorização de todo o ecossistema da indústria gráfica e da comunicação impressa no Brasil”, conclui.
“Ninguém ficará para trás; juntos, somos mais fortes. Esse é o nosso lema, destacando que a união fará nossa associação mais sólida. A Abigraf Nacional é a casa de todos os segmentos de impressão, das regionais que atuam de norte a sul do Brasil, de homens e mulheres que se dedicam ao mercado gráfico e contribuem para a construção da história de nossa indústria. Com todos trabalhando em prol do mesmo objetivo, tenho certeza de que nos tornaremos ainda mais fortes em nossa missão de promover o desenvolvimento do setor gráfico brasileiro”, conclui Julião.